Allam Khodair: brasileiro, “japonês” e… Libanês?

Hoje estabelecido na Stock Car, Allam Khodair tem um momento curioso em sua carreira: quando foi representante do Líbano na A1GP. Khodair, que é chamado de Japonês Voador por causa dos olhos puxados, globalizou-se de vez no ano de 2006.

Seu pai, sim, é libanês. E, por conta disso o time, cujo País tem cultura zero no automobilismo, o chamou para tentar salvar a lavoura na temporada 2006/2007. Khodair correu as quatro rodadas finais daquele campeonato, na África do Sul, México, China e Inglaterra.

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“A descendência Libanesa foi o que gerou a primeira oportunidade quando fui para a Espanha realizar o teste. A partir de lá, tive que provar que merecia a confiança do time para desenvolver junto a eles um bom trabalho. A equipe gostou do meu trabalho e tivemos um bom entrosamento”, ressaltou Khodair na época.

“O time tem grande capacidade e nosso objetivo é desenvolver ao máximo o equipamento visando a próxima temporada. Agora que já conheço a potência e as reações do carro, acredito que possa contribuir ainda mais para a evolução da equipe”, continuou o piloto, que estava dois anos fora dos monopostos, quando deixara a F3000 Europeia para se concentrar na Stock Car.

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A presença de Khodair também animou o dono do time, Tony Snook, mas a alegria da equipe não era nada de muito empolgante: “Com Allam estamos no meio do grid, agora”. E, você sabe, largando do meião as chances de você se envolver em um salseiro são enormes – e parecia que havia um íma nos brasileiros (ou libaneses, no caso).

Em Durban, acidente na largada, um P19 e um P15 sem chegar ao fim ; no México, o time se perdeu completamente no acerto, o que rendeu dois resultados bem fracos, um P18 e um P19. “Nossa equipe trabalha muito bem e temos muito potencial porque nosso ritmo de corrida é bom. Só não temos equilíbrio para uma volta voadora e por isso minha posição de largada é ruim”, disse, à época.

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Na China, um P18 e um bom P14, encerrrando em Brands Hatch com um P19 e outro bom P13. “Meu carro melhorou muito e reduzimos à metade nossa desvantagem para o time da Nova Zelândia, que estabeleceu a melhor volta nas duas corridas e disputa o vice-campeonato com a Grã-Bretanha. Consegui fazer a 11º melhor tempo da segunda prova e isso mostrou que andamos para a frente.”

Porém, o campeonato terminou. A evolução ficou por ali mesmo, pois Khodair voltou à Stock Car e nunca mais voltou aos monopostos. E nem a falar que era libanês.