O mundo é dos espertos

– Uma resolução rápida: festa é o car#*$o.

– Se fosse festa isso não teria rolado. Festa foi feita na hora de montar as equipes com os best friends. Baixou a viseira todos viram maníacos competitivos.

– Sendo assim, é um prova competitiva e profissional (rende dinheiro, transmissão ao vivo) e precisa ser tratada como tal, sem essa desculpinha de festinha. Pelada de fim de ano custando mais de R$ 100 mil? Me engana que eu gosto.

– Também foi complicado ver gente bebendo em pleno pit lane (nada contra um dos mecas clássicos do kart, mas ele parecia estar em uma micareta com cerveja e uma taça de Chandon na mão). Nego de chinelo, criança, mulherada desfilando (de verdade). Tudo errado. A pista só refletiu.

– Isso quer dizer o seguinte: ou profissionaliza ou segue essa várzea. 20 anos de evento completados com chave de braço é tenso.

– As duas equipes do pastelão nas 500 Milhas não tinham nenhum bobo e foram pensadas para isso mesmo: agir em bando. Coisa desnecessária de gente covarde que não se sustenta sozinha e que quer ganhar tudo no dinheiro. E ali nem todo mundo é covarde.

– O próprio Lucas Di Grassi, a quem já critiquei no passado (e não tenho nada contra, diga-se de passagem – as pessoas acham que desentendimentos e tretas devem ser eternos), havia alertado. Mas na hora acharam frescura, pois ele costuma reclamar sempre.

– Nenhum dos pilotos consagrados dos dois lados tiveram atitude de mandar parar a pancadaria. Se eles estavam lá para isso, eles estavam cientes e poderiam ter evitado. Não adianta depois ir pra TV depois da porcaria feita e declarar um mea-culpa.

– Dividi box com a equipe Sambaíba e o que vi foi um um pouco acima do comum oba-oba da equipe laranja. Parecia que todo mundo saiu do Banana Café (bar do Camilo) e foi direto para a corrida torcer e agir como se estivessem em jogos da faculdade.

– Essa equipe se tivesse apenas seus três líderes (Bia, Camilo e Tuka) já seria suficientemente competente para ganhar sem precisar de nenhum tipo de subterfúgio.

– Ele tomou uns crocs, mas não tem como isentá-lo. Se fosse um frango e não um Dantas ele faria o maior espetáculo escandaloso do mundo empurrando e gritando. Só que aí ele deu azar, pois o outro era (é, pelo histórico dele que está brotando por aí) um destemperado.

– Agiu em legítima defesa, OK, mas cagou tudo ao mandar um ground and pound com dedo no olho e estrangulamento usando o macacão como se fosse um kimono em plena rede nacional contra um dos queridinhos da galera. É pedir pra ser crucificado, né? Pode ser filho do Sabiá, do Andorinha, do Piquet, não importa.

– Ele foi honrado inclusive ao dar a cara para bater nas redes sociais expondo seu ponto de visão da hora da briga, mas isso só deu gasolina para ele ser mais crucificado ainda. Ou seja: tudo errado. Fez a merda agora a melhor coisa é ficar quieto para ser esquecido.

Querem um exemplo?

Adivinha os que estão quietos? Tuka Rocha e os comissários desportivos.

Nada contra, Tuka, mas da próxima vez desenrosca seu kart e tenta seguir na competição. Será muito mais honrado do que ir pra cima e pagar de vítima depois. Faça o seu B.O., processe, faça o que é de direito (afinal você foi vítima de agressão, independente da situação), dê seus pulos e, principalmente, aprenda.

Afinal o mundo é dos espertos (e dos que sabem ser políticos, coisa que o Dantas e eu não somos – se eu fosse, estaria na Globo).

PS: digno de elogios a estrutura do KGV, com lounge, réplicas do Senna, food trucks. A melhor edição da história em infra. Pena que ninguém vai lembrar disso.

PS2: já vieram falar que não gosto do Tuka e sou filho do Flavio Gomes, kkk… Não tenho nada contra o Tuka, inclusive o conheço há uns 15 anos e o vi nascer de novo a 100 metros no Rio.  Ele como figura pública é passível de receber críticas e eu como comentarista sou obrigado a fazer.  Quanto a ser filho do FG… Bem, ele é tão político quanto eu!