Notas da temporada – GP da Rússia

Não tem o que escrever do GP da Rússia. Até demorei três dias para escrever, pois sabia que ninguém estava ávido por comentários.

Apenas parabéns ao Bottas pela primeira vitória após uma excelente largada e por ter conseguido suportar a pressão de Vettel mesmo cometendo uns errinhos – mas sendo magistral na volta final quando colocou Massa entre os dois. Massa, aliás, que não fez nada de errado, ao contrário do que o chilique de Vettel mostrou.

Sobre a corrida ser ruim: as pessoas, principalmente os projetistas de pistas (tenho orgulho de ter dado um porre no Hermann Tilke num Desafio das Estrelas para me vingar das pistas de merda que ele fez até hoje) deviam entender que pista para corrida não necessariamente deve ser um desafio.

Existe pista para carros e pista para corridas. Londrina, no Brasil, por exemplo. Uma puta pista para carros, com P maiúsculo para pista e puta. Seletiva, leva carro e piloto ao limite com curvas para todos os lados e relevos. Mas, para corrida, é uma bosta. Não tem largura, não tem pontos de ultrapassagem, e por aí vai.

Pista pra corrida tem que ser simples. Não quero pista estilo Barcelona. Quero pista tipo Monza, Hockenheim, Spa. Perigosas, sim, mas são pistas que proporcionam corridas. Interlagos mesmo mutilado segue sendo pista de corrida, podem fatiar o quanto for. Pra ter essas porcarias de Sochi, Azerbaijão, Bahrein e Abu Dhabi eu prefiro perder meu tempo folheando revistas masculinas.

Mas só um mea-culpa à favor das pistas: os carros também devem ajudar. Emperequitar o carro de cacarecos aerodinâmicos também só atrapalha. Ou seja, é um problema de duas vias, mas na parte dos carros a F1 tá tentando dar um jeito.

Por outro lado: já a Indycar tá conseguindo ferrar até com os circuitos ovais com esse carro mal-nascido de 2012. Se fizermos as comparações do fim de semana, o Paulista de Automobilismo em Interlagos teve muito, mas muito mais gente que em Phoenix. A sorte é que vem Indianápolis para ajudar.