Notas – GP da China

Nessa disputa entre Mercedes e Ferrari não se pode errar. Errou, já era. Vettel estava na cola, se arriscou nos boxes, caiu pra sexto e não conseguiu mais brigar diretamente. Vai ser um jogo de pressão o ano todo. O que é bom, pois nessa briga ninguém tem sangue de barata, pelo contrário.

Bottas ainda está naquela fase de encantamento, querendo mostrar serviço e dando errado. Deu um show de entretenimento ao rodar e se recuperar, sem contar um pit stop meio amarrado. Sorte da Mercedes, pois Raikkonen está sofrendo com o carro e não vem conseguindo brigar tanto quanto Vettel.

Verstappen – que atuação – e Ricciardo estão fazendo a diferença no braço. Andando muito mais que o carro oferece. Não que o carro seja ruim, mas está abaixo dos rivais. Por um lado é bom: quando puderem, eles vão dar show, cada um no seu estilo.

O que parecia ser um fim de semana bom terminou desastroso para a Williams. Depois de colocar os dois carros entre os dez na classificação, Stroll emulou Michael Andretti e abandonou logo de cara, enquanto Massa relembrou como é ter problemas com os pneus e nem nos pontos terminou.

Na contramão da Williams veio a Force India, com Sergio Perez no limite que o carro oferece em nono e Ocon saindo de 17º e chegando em décimo. Em um fim de semana sem problemas ou imprevistos do tempo eles podem incomodar legal na turma do meio.

A McLaren ficaria talvez muito feliz se não repercutíssemos o péssimo final de semana que ela teve, com ambos abandonando. Mesmo com Alonso fazendo mais um daqueles corridões que não estarão nos livros de história por não terem dado em nada. Mas só a saga de Alonso merecia um troféu à parte.

Pode ter sido coincidência, mas os espanhois mereceram aplausos de pé. Carlos Sainz, então, deu uma traulitada no guard rail ao largar de pneus de pista seca, parou só uma vez e foi sétimo. Outro que merecia um troféu. Já o genro do Nelsão se embananou com os pneus antes do carro quebrar.

Os ianques da Haas seguem sua aventura mostrando dignidade. Não correram bonito, mas brigaram com raça. Ambos saíram da segunda metade do grid e Magnussen ficou em um bom oitavo lugar, enquanto Grosjean saiu de 19º para 11º.

Indigna, por sua vez, foi a corrida da Renault. As duas punições no começo da prova que resultaram em 15 segundos para Hulkenberg no fim da corrida é para brochar qualquer um. E Palmer mais uma vez não acrescentou porcaria nenhuma.

Por fim, na Sauber, só tristeza. O dinheiro já é curto e Giovinazzi saiu de herói de Melbourne para ser vilão com duas pancas. Ericsson, nas condições confusas do tempo chinês, não conseguiu fazer render os pneus e teve a moral de terminar pior do que largou – isso saíndo de 14º.