Quando ser o #1 foi pesado demais para alguns pilotos

Não teremos o #1 na F1 em 2017. Isso já não é mais novidade desde 2014, quando foi autorizada a escolha de números personalizados pelos pilotos sem precisar seguir a posição na equipe na tabela de construtores do ano anterior.

Em 2015 e 2016 não tivemos o número 1, mas tivemos o campeão na pista com Lewis Hamilton, então vamos desconsiderar essas duas temporadas. Mas tivemos alguns casos emblemáticos onde o piloto se retirou logo após ser campeão, o que deixou a temporada seguinte órfã de vencedor e com um número diferente no grid.

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Jackie Stewart em 1973

O escocês foi o primeiro a tomar uma atitude radical deste tipo. Ela foi tomada logo após seu companheiro de equipe na Tyrrell, o charmoso, rápido e bonitão François Cevert, morrer ao bater nos treinos para a última corrida da temporada de 1973, nos Estados Unidos. Campeão antecipado, ele se recusou a disputar a prova, que seria a de número 100 de sua carreira

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Nigel Mansell em 1992

O inglês do bigode já havia blefado em 1990 ao dizer que se aposentaria ao fechar aquele ano pela Ferrari, mas acabou convencido pela Williams de que ele teria pacote para ser campeão com. Falou e disse, foi campeão, mas só a possibilidade de ter Alain Prost ao lado recebendo bem mais fez Mansell se mandar para a Indy, enriquecendo a história e abrindo espaço para Damon Hill.

Hockenheim, Germany. 23 - 25 July 1993. Alain Prost (Williams FW15C Renault) 1st position, action. World Copyright - LAT Photographic

Alain Prost em 1993

Outro que deixou a F1 só para não ter a possibilidade de encarar um rival mortal ao seu lado na garagem no ano seguinte. Depois de ter certa dificuldade com o carro de outro mundo da Williams para ser campeão – graças a erros infantis e a um Ayrton Senna em estado de graça – Prost pulou fora do barco quando seu time assinou com o brasileiro. O que pode ter salvado sua vida.

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Nico Rosberg em 2016

Este é o caso que a gente ainda não sabe o que rolou. Se ele não tinha mais condições emocionais de seguir nessa guerra com Lewis Hamilton, se ele perdeu o tesão pelo esporte, enfim. Talvez em algum futuro próximo a gente descubra a realidade do que aconteceu, pois a verdade dita por ele não nos convenceu muito…

Tivemos um outro piloto que não correu no ano seguinte após ser campeão por motivos óbvios: Jochen Rindt, falecido em 1970 – o único título póstumo da F1. Graças a Deus.