Notas – GP do Brasil

Acredito que o que tinha de ser dito sobre a prova em si já foi feito, então fui atrás de uns tópicos diferentes para refletir após a corrida, ilustrados com imagens de Luca Bassani.

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– Max Verstappen deixou nítido o quanto é importante ter os aprendizados do kart e da F3 bem maduros na cabeça. Essas categorias neutras (GP3, GP2, WSR) não ensinam nada como essas duas outras citadas e acabam estragando e limitando os pilotos. O kart e a F3 são as únicas categorias iguais à F1 no sentido de – podemos mexer e ajustar a parte que quisermos do equipamento. A manobra dele para corrigir o carro após a derrapada, o uso do traçado de fora das curvas, é kart puro.

– Os jornalistas perderam a visão da Sala de Imprensa ao serem alojados em um “bunker”, uma sala da antiga administração sem janela alguma para o lado de fora. Esse é o lado bom de quem faz rádio ou TV, cujas cabines seguem acima das arquibancadas cobertas e com visão privilegiada.

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– O GP do Brasil não corre risco, a verdade é que a F1 não tem interesse em vetar Interlagos. O negócio deles é tentar arrancar mais dinheiro. A prova acontece em horário nobre na Europa com recordes de audiência e, na maioria das vezes, apresentando corridas épicas. E também deu 16 pontos no ibope da Globo.

– Não existe circuito do mundo com um “S” do Senna como o nosso, então só no Brasil acontecem ultrapassagens quase em todas as voltas naquele setor.

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– Desta vez não deu pra culpar a pista pela bandeira vermelha. O autódromo segurou bem a chuva.

– Vamos sentir falta do Massa e principalmente das caras do Titônio. Já falei a importância dele para mim e a mídia deu grande espaço para ele, então seria redundante falar mais.

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– Felipe Nasr realmente tirou um caminhão das costas. A cada um que o cumprimentava ele agradecia de forma sincera e dava para ver o quanto a pressão o desgasta – mesmo andando sob as nuvens com o nono lugar.

– A Curva do Café ganhou sua importância devida na F1, assim como no automobilismo brasileiro, como uma das curvas mais perigosas e desafiadoras em condições adversas. Até então ninguém ligava para ela.

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– Os setores populares (A e G) estavam cheios, mas não lotados – o que não afetou a qualidade do espetáculo nem o cenário. O que ferrou mesmo foram as arquibancadas corporativas: a da Petrobras no “S” do Senna estava às moscas.

– Era gente do Brasil inteiro. Não deixei de falar um Estado sequer nas mensagens da Rádio Interlagos. Tinha gente dos 26 estados em Interlagos, o que mostra a magnitude do evento.

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– As corridas da Porsche, as três, foram animais. Mais um evento suporte e o fim de semana ficaria sensacional.

– Aquela revista que entregam na porta, Pole Position, acabou? Faço coleção e não a vi.