Slater, Florence e Medina escrevem história em Teahupoo sem fazer força

Cada etapa do Mundial de Surf é um espetáculo à parte. E esta temporada está saindo melhor que a encomenda.

Depois do domínio inicial de Matt Wilkinson, que venceu as três etapas da perna australiana, o jogo embolou e as cartas começaram a ser recolocadas em seus devidos lugares. Se fosse um jogo de Olimpíada com um time brasileiro, a torcida cantaria que “o campeão voltou”, já que em Teahupoo, no Taití, Kelly Slater quebrou um longo jejum superior a três anos sem vitórias e pulou para 57 na carreira.

d4981c260bf0e09e0f5cb9f22aabe09c

As duas últimas etapas, inclusive, foram um espetáculo que já valeram por toda a primeira metade do ano. Enquanto em Fiji tivemos condições maravilhosas de disputa, em Teahupoo nesta semana a WSL conseguiu driblar a previsão ruim de ondas e fez com que o melhor dia recebesse as finais… E que finais!

A segunda semifinal entre Gabriel Medina e John John Florence pode figurar facilmente entre as três melhores baterias de todos os tempos. Ambos com média superior a 19 pontos e com Medina fazendo até um dez. Porém, em uma onda salvadora no fim, onde ele consegui entrar em uma dificuldade extrema, o havaiano conseguiu a nota necessária e praticamente impossível para virar.

Merece ser vista por você:

A final foi outro show a parte, pois foi um confronto do passado com o presente. Aos 44 anos, tinindo, vindo de baterias com dois dez, Kelly Slater mostrou a velha forma, competindo feliz da vida e ao lado da família, mostrando o surf que havia feito dele tetracampeão da etapa na década de 90.

E não deu para o aprendiz… Só que ele nem ficou triste: a lycra amarela de líder do campeonato agora está em suas mãos.

Não é só a final de Kelly que merece ser destacada. Ele também ganhou o troféu Andy Irons pela melhor atitude na etapa:

Mas não é à toa: ele mandou MUITO nesta etapa. Fez até a bateria perfeita com duas notas dez. Vejam os melhores momentos dele apavorando por lá:

Só que não só de Slater viveu Teahupoo… Algumas disputas anteriores foram de arrepiar, como as quartas-de-final entre John John e Adrian Buchan:

Ou a grande atuação de Bruno Santos, que passou pelos trials e eliminou ninguém menos que o então líder Matt Wilkinson, fechando a etapa em quinto.

Pena que Adriano de Souza e Filipe Toledo tiveram desempenhos bem abaixo do esperado pelo que se esperam deles e precisarão remar muito nas próximas etapas se quiserem continuar pensando em título. Na disputa pelo estreante do ano, Caio Ibelli segue bem na briga, apesar de ter sido eliminado cedo.

8ad4689aeaaafc54f9a01cb0ef2d54f1

Para a sorte deles, a próxima etapa é em um local que ambos conhecem como a palma da mão: Trestles, na Califórnia. A janela desta etapa, inclusive, acontece a partir do dia 7 de setembro.

O ranking em detalhes do Mundial 2016 pode ser visto clicando aqui.

Fotos e vídeos: Divulgação/WSL