Quem disse que o Fittipaldi F5a não é um carro vencedor?

Ollie Hancock é um piloto inglês completamente apaixonado pelo que faz. Ele tem somente 29 anos e fez uma carreira no turismo, andando em campeonatos de GT e estilo Le Mans.

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Ele figurou no pódio de Rush, também, mas essa informação é completamente irrelevante.

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A informação, na verdade, que importa, é que ele faz chover com o modelo Fittipaldi F5a. Esse carro competiu por três temporadas (77 a 79) e foi o melhor do time de Emerson Fittipaldi – somando aquele incrível segundo lugar no GP do Brasil de 1978.

Mas Ollie conseguiu ir além. Ele já levou o F5a ao lugar mais alto do pódio em uma corrida de F1. Só que de carros clássicos!

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Hancock é chegado numa velharia. Nas redes sociais ele já postou vídeos com um Van Diemen dos tempos de Ayrton Senna na F-Ford. E, junto do irmão Sam, pegou o F5a.

Apesar de ser um triângulo amoroso – eles revezam na condução do carro – quem se dá bem com o F5a é Ollie. No ano passado, por exemplo, ele fez duas poles, duas melhores voltas e venceu as duas provas suporte do GP de Cingapura do ano passado.

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Neste ano, em Silverstone, venceu a prova de carros históricos, dando um pau em carros bem mais modernos, como uma Lotus 82, uma Tyrrel 81 e uma Williams do mesmo ano, entre outros.

Já Sam curte mais um Jaguar D-Type da década de 60, mas já fez corridas espetaculares como na edição de 2014 da Monaco Historic GP, chegando em sétimo após largar em 35º.

Segue abaixo uma onboard com Sam.

E algumas fotos.

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O mais legal disso tudo é ver dois moleques ingleses pegarem um carro brasileiro, que é completamente defenestrado e ignorado por aqui, e dar a ele o valor que ninguém aqui faz questão de dar.

E o melhor de tudo, colocando o carro no lugar onde Emerson sempre quis que ele estivesse: no topo.