Características que fazem de Santa Cruz do Sul a Spa-Francorchamps brasileira

Santa Cruz do Sul é uma unanimidade para os pilotos brasileiros. Dos regionais aos estelares, todo mundo que anda nesta pista de 3,5 km saem de lá com uma aliança no dedo de tanto que se apaixonam pelo traçado.

Não sabemos se é por falta de criatividade dos projetistas dos outros autódromos brasileiros ou se a pessoa que desenhou esta pista foi muito feliz: não se encontra uma pessoa que não goste de Santa Cruz do Sul.

Talvez as únicas reclamações sejam a distância, pois fica no interior do Rio Grande do Sul, a infra-estrutura modesta e o frio desgraçado que faz por ali. De resto, a gastronomia é ótima (os Cafés Coloniais são de rolar de comer) e as habitantes da cidade são lindas.

Mas o interessante é saber da pista. Muitos pilotos a chamam de Spa brasileira. Vocês podem achar exagero, mas conseguimos notar algumas semelhanças interessantes entre as duas pistas, mesmo que a brasileira tenha metade da extensão da belga.

Chicane rápida: sim
Cotovelo à esquerda: sim
Cotovelo à direita: sim
Curva rápida à esquerda: sim
Curva rápida à direita: sim
Curva cega: sim
Subida: sim
Descida: sim
Reta longa: sim

Coisas que tornam a pista mais arriscada (e ainda mais divertida):

– Ausência de guard-rails
– Uma bela quina na reta dos boxes
– Morros cercando a pista e terra por todos os lados
– Gargalo na chicane, que possui pneus muito próximos
– Índice de caos por largada: 100%
– Choveu, fodeu

Aposto com vocês que, caso façam uma enquete com os pilotos, Santa Cruz perderia apenas para Interlagos no quesito preferência nacional. Porém, como Interlagos é internacional e “hors concours”, Santa Cruz reina tranquilamente no cenário nacional.