O lado ruim da F1: seja bem-vindo, Kvyat

Não queria ter sido profeta, mas estava muito na cara. A atitude da Red Bull mostra como o esporte é uma empresa que precisa gerar lucro (e, também, neste caso, resultado).

Um ponto triste da temporada 2016. Que mostra que na F1 só quem ganha tem respeito e que existe um lado negro nela que é cruel.

O que foi feito com Kvyat é algo como se você fosse rebaixado, com salário menor, dentro da própria empresa. Algo inviável, que destrói reputações.

Além disso, a manobra da Red Bull também serviu para “preservar” Verstappen. Preservá-lo embaixo de sua asa, diga-se de passagem.

Kvyat agora está em uma encruzilhada. Se quiser crescer de novo, terá que deixar o grupo Red Bull. Lá dentro dificilmente ele terá uma outra oportunidade.

Ricciardo não dá pinta de sair muito cedo e, quando isso acontecer, pode já ter passado o tempo do russo: Carlos Sainz certamente está na frente dele nessa fila.

Kvyat teve mais sorte que Antônio Felix da Costa, por exemplo. Mas carregará um fardo bem pior que o português. Da Costa pelo menos ocupou o cargo de terceiro piloto e foi recondicionado no DTM e na Fórmula E.

Kvyat provavelmente não terá tanta sorte no pós-F1. Mas isso só o tempo vai dizer.

Ele só está na Toro Rosso para a imagem da Red Bull não ficar tão feia na fita e por não ter nenhum nome na sucessão do Junior Team.

Pilotos bem melhores que ele, como Jean-Eric Vergne, foram tirados sem dó. Outros, como Scott Speed e Sebastien Bourdais, foram fritados vivos.

Kvyat foi degolado vivo e colaram a cabeça dele com Super Bonder pra falar que está tudo bem.

PS: Sainz também deve estar muito feliz. Outro que, com a decisão, deve estar se sentindo um porcaria.