Stock Car sul-americana: maravilhosa ideia, mas por enquanto é continental só no nome

Isso não é uma crítica, é uma opinião e um exercício de imaginação (é bom avisar, pois no atual momento brasileiro, se te interpretarem errado…)

Quem gosta de Stock Car sabe que ela tem um nível que não deixa a desejar nada para campeonatos mais prestigiados como o DTM (em termos de qualidade de grid e de disputas). E quem gosta (desculpe a redundância), sempre torceu para ela alçar voos maiores – ou seja, se internacionalizar.

Mas isso, desde 1979, aconteceu poucas vezes e de forma tímida. Tivemos a aventura no Estoril em 1982, algumas corridas na Argentina e pilotos gringos praticamente só em corridas especiais. Neste ano, ela ganhou um piloto estrangeiro fixo no clã Girolami, mas ainda é muito pouco.

Para tentar embarcar na onda (antes tarde do que nunca), a Stock Car passou a ter chancela sul-americana. O que acho curioso por um único motivo: A F3, pra ser sul-americana, precisava de uma corrida fora do Brasil, o que custava caro e era desinteressante para a maioria, brasileira.

Só que a Stock Car não tem corridas fora. O que me causou essa curiosidade e estranheza. Mas também uma boa esperança. A estranheza é que um campeonato sul-americano deve ter mais que Brasil e Argentina. O segundo é que com a evolução do TC2000 argentino ao mesmo patamar, podemos ver uma fusão em breve na forma de regulamentos padronizados.

Com isso, cada país teria a sua categoria normalmente, mas os membros dos dois campeonatos seriam elegíveis para as etapas sul-americanas, que poderiam constar e render pontos também para os dois calendários nacionais. Aí sim seria um grande campeonato.

Espero que seja!

Mas por enquanto vamos admitir que é continental só no nome. Ainda tem chão para virar uma Libertadores.