Os blefes de Alain Prost na pré-temporada da F1

Alain Prost largou a F1 sem ter vontade de largar, essa é a grande verdade. O tetracampeão de F1 ficou fora em 1992 por não ter um carro competitivo e se aposentou de vez quando Ayrton Senna apareceu em seu caminho na Williams.

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Neste período, ele testou com um carro da Ligier, no fim de 1991, em uma vez até com o capacete de Erik Comas, inclusive. Essa história é boa. Porém o carro era uma draga, mesmo com o motor Renault – bem longe da Ligier dos tempos em que Prost estreou na F1. Achamos imagens desse teste raro:

Porém, entre 1994 e 1997, quando decidiu criar a Prost Grand Prix, comprar o espólio da Ligier e seguir como dirigente, o Professor narigudo fez de tudo para pilotar, mas nenhum dos carros era bom o suficiente (a história provou isso), o que fazia o piloto inventar uma desculpa, recusar o convite e dizer que não queria voltar.

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Logo em 1994, Prost surgiu testando a McLaren com o novo motor Peugeot para Ron Dennis. A suspeita era tanta que o MP4-9 foi apresentado apenas com um piloto oficial, Mika Hakkinen.

“Se eu tiver um desejo louco de voltar, por que não? Teriam problemas de contrato, mas nada disso seria impossível de resolver”, contou Prost ao jornal inglês “Independent” na época. Dennis também falou: “Espero que isso o leve para pilotar para nós este ano”. Veja imagens do teste abaixo.

A Marlboro, patrocinadora do time, chegou a oferecer 20 milhões de dólares (algo parecido com o que Senna tirava por ano) e o ritmo do francês não foi ruim no teste realizado no Estoril – ele havia sido meio segundo melhor que Mika Hakkinen. Mas nada feito: o carro estava longe das Williams e o próprio contrato do francês com o time de Frank ainda valeria para 1994 – com isso ele saiu fora.

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Apesar de ter testado em 1995 no mês de agosto para ajudar a melhorar a então bomba que era o primeiro McLaren-Mercedes, Prost se comprometeu a testar para o time novamente na pré-temporada de 1996, mas foi a mesma história da outra vez: no fim ele reiterou sua aposentadoria, foi lá e comprou a Prost.

Assim como Senna, Prost poderia render muito mais ainda na F1, pena que o destino não o ajudou muito…