Espanha perde F1 na TV aberta em 2016 – e a gente reclama da Globo…

A gente aqui reclama que os treinos pararam de ser exibidos na Globo, que a transmissão é básica e oca, começando dez minutos antes e acabando logo após o pódio, mas a gente ainda tem muito o que agradecer.

Imagine você, espanhol, fã de Fernando Alonso, um dos maiores pilotos de sua geração, abrindo a página de seu jornal favorito, o El Mundo Deportivo, e dando de cara com a seguinte informação:

“F1 não será exibida na TV aberta em 2016.”

As duas opções que exibiam a categoria na região – Antena 3 e TV3 (da Catalunha, que exibiu 19 temporadas seguidas) – encerraram suas parcerias por conta da queda da audiência, algo que vem sendo cada vez mais comum neste mundo cada vez mais repleto de canais de comunicação.

Ou seja, aquele locutor careca, o Antonio Lobato, considerado o Galvão Bueno de lá, está sem casa na F1.

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Com isso, quem quiser ver a F1 por lá, terá de assinar o pacote da Movistar. Não chega a ser uma novidade por lá, uma vez que a categoria sambou por três canais diferentes (Telecinco, La Sexta e Antena 3) e nunca se estabeleceu.

A gente aqui tem sorte de só dois ou três GPs de vinte não serem exibidos. Isso sem contar que em qualquer pacote básico de TV a cabo tem o SporTV, que exibe as provas rejeitadas pela Globo.

Sendo assim, vamos aproveitar bastante (e torcer para os brasileiros irem bem em 2016), pois uma hora essa crise da F1 na TV aberta vem pra cá.

Azar de todos: no mundo globalizado de hoje, quem perde não são os espanhóis, são todos nós. Afinal, quem gosta mesmo de F1 vive assistindo streamings de canais ingleses (SKY e BBC), alemães (RTL), italianos (SKY e RAI), portugueses (Sport TV) e europeus (Eurosport).

Abaixo segue a última prévia que eles fizeram no GP de Abu Dhabi, para termos uma ideia da qualidade do material que eles produziam: