Sabia que Senna não pôde ficar com esse troféu?

Acredite: boa parte de 35 dos 41 troféus de vencedor de GP conquistados porAyrton Senna em seus dez anos de carreira na Fórmula 1 sequer chegaram a ir para a coleção que hoje pertence ao Instituto que leva seu nome.

Não só Senna: Alain Prost, Gerhard Berger, Keke Rosberg, Niki Lauda, Fernando Alonso, Mika Hakkinen, Fernando Alonso e David Coulthard são alguns dos pilotos que tiveram, por contrato, alguns dos símbolos máximos de suas carreiras retidos para sempre.

Notou alguma associação entre esses nomes? Sim, todos são pilotos da McLaren, que coloca em todos os acordos uma cláusula obrigando o troféu de vencedor, mesmo sendo o de pilotos, a ficar na equipe. Isso que não contamos os outros troféus do pódio e os campeonatos mundiais.

Por outro lado, o RedBull.com.br apurou junto ao Instituto Ayrton Senna que em determinado momento da carreira o tricampeão conseguiu realizar alguns acordos com o time: a dupla passou a rachar os troféus de acordo com as importâncias deles para cada um. Por exemplo: GPs do Brasil são de Senna; GPs da Inglaterra são da McLaren.

A nossa curiosidade, não respondida ainda, foi sobre os troféus de Mônaco. Com quem será que estão? Em breve voltaremos com esse levantamento em uma próxima matéria.

E isso costuma causar confusões. Em 2007, logo após estrear como titular na McLaren, Lewis Hamilton, já “ciente” de que seria o próximo campeão mundial, meteu a boca no trombone na época ao tablóide inglês “Mirror”: “Quero em casa meu primeiro troféu, assim como o campeonto. Não subestime o quanto isso é importante para mim.”

O chilique deu certo: Hamilton conseguiu trocar quatro réplicas pelos originais: o primeiro pódio, a primeira vitória, a primeira vitória em Mônaco e o primeiro campeonato.

Essa obsessão de Ron Dennis, chefe da McLaren desde 1981 e um dos donos do time, pelos troféus até criou uma situação de rebeldia onde uma dessas peças foi usada como uma alternativa para protestar e irrritar o dirigente.

Isso aconteceu em 1989. Vendo a McLaren toda ao lado de Senna e já acertado com a Ferrari para 1990, Prost venceu o GP da Itália e não pensou duas vezes: jogou o troféu para a galera. Veja a reação desesperadora de Ron Dennis ao observar a cena no vídeo abaixo.

Anos depois, uma nova réplica foi feita e entregue à McLaren pelo piloto francês.

Essa atitude da McLaren é única na Fórmula 1. Curiosamente, esse manobra salvou alguns de seus troféus conquistados por Niki Lauda: o austríaco revelou ter se desfeito de vários troféus em trocas de serviços banais como o abastecimento de seus carros.

Você concorda com essa atitude da McLaren?